30 January 2008

Numa tarde (de Inverno)

Porque foi assim que tudo começou.
*


28 January 2008

Os loucos

...de sotaque britânico

10 January 2008

"Disseste que sim, eu aceitei.
Vieste para mim, eu fiquei.
Amaste-me assim,
Assim te amei."



13 December 2007

Quanto tempo tenho

O relógio marca as 20 horas e 18 minutos. Lá fora a temperatura já só faz desejar uma boa chávena de chocolate quente e uma lareira para aquecer os nossos corpos. Depois de uma curta caminhada até ao local mais próximo para jantar, sentamo-nos numa mesa, uma qualquer, mas a que carinhosamente apelidamos de “mesa mais aconchegante deste centro comercial”. Este seria um simples jantar, apenas mais um. As palavras custavam a sair. O dia tinha sido longo para ambos. Entre banalidades e alguns sorrisos, surge o tema que marcou essa noite. A efemeridade da vida. E pensando bem, tudo o que vivemos, tudo pelo que passamos é passageiro. As vivências, as pessoas, os momentos. Tudo passa. Muito pouco fica. Apenas o suficiente para não deixar em nós o vazio de uma vida sem sentido. O ser humano tem a capacidade de depressa esquecer e de, algumas vezes, aprender com as dificuldades que surgem ao longo da sua vida. Habituamo-nos a sobrevalorizar as nossas dificuldades e prestar muito pouca atenção ao que atormenta aqueles que estão à nossa volta. Para o Homem a sua condição é sempre bem mais complicada e difícil de ultrapassar do que a “dos outros”. A personagem de “coitadinhos”, achamos nós, assenta-nos sempre como uma luva. Mas se temos problemas, esses mesmos “outros”, também os têm. Podem não nos parecer “problemas a sério”, mas para quem os está a viver talvez sejam. Porque muitas vezes esquecemo-nos de que também já passamos por situações e angústias semelhantes. E é fácil julgar e criticar quando não estamos envolvidos no assunto. Porque não somos nós que temos de lidar com os dilemas e com os obstáculos. Tudo na vida tem o seu grau de dificuldade. É inevitável. E é como diz o ditado: “o que não nos mata torna-nos mais fortes”. Uma vez superadas as dificuldades, aquele problema que até então era o nosso pior pesadelo acaba por se transformar em apenas mais uma recordação. Uma simples e “não tão agradável” recordação. Sim, a tendência para a auto-vangloriação é também uma das muitas qualidades inerentes a todos os seres humanos. Mas se pensarmos bem, aquilo que hoje nos preocupa e nos tira algumas horas de sono, daqui a uns dias ou, quem sabe, algumas semanas não vai passar de apenas “mais um” contratempo.

Não podemos esquecer de que a vida é feita de fases. Cada uma com os seus embaraços e dificuldades. Mas mais importante... a vida é feita por pessoas. Cada uma com os seus dilemas, angústias e certezas. Não podemos julgar nenhuma das pessoas que diariamente se cruzam connosco. Devemos sim compreendê-las e perceber que o mundo não gira em nosso torno. Temos de aprender a olhar para quem está ao nosso lado. Necessitamos de compreender que tudo na vida é efémero e passa demasiadamente depressa. Dolorosamente depressa. Até mesmo as grandes dificuldades que vão surgindo ao longo do nosso percurso. E são essas barreiras que nos fortalecem e nos moldam para aguentarmos a longa caminhada a que damos o nome de “vida”.

Engraçado... só agora reparo que esta conversa é já uma bela recordação. O relógio já marca a uma hora da manhã.

29 November 2007

Clube Académico da Trofa: chegar, jogar e vencer

Manuel Barbosa acompanha o CAT (Clube Académico da Trofa) desde o seu início e afirma com satisfação e orgulho que a sua equipa tem sido brilhante nos últimos anos. O treinador e a sua equipa técnica chegaram ao CAT com o sonho de colocar o Clube nos lugares cimeiros das competições em que participariam. Mas desde o princípio que Manuel Barbosa sabia que esta não iria ser uma tarefa simplificada pois a sua formação contava apenas com 6 jogadoras. Mas o que é certo é que apenas 3 anos depois da sua chegada (esta é já a 4ª época), o treinador afirma com imenso orgulho que o grupo de atletas a praticarem voleibol no Clube Académico da Trofa, neste momento, chega já às 60 jogadoras. E o número de vitórias e de grande alegrias não pára de chegar ao CAT pois neste curto período de existência as glórias são já muitas. Feitas bem as contas, o Clube Académico da Trofa já arrecadou 3 taças de Portugal, 2 campeonatos e foi a primeira equipa portuguesa a entrar em actividade nos torneios europeus de voleibol feminino. Mas afinal de contas, qual o segredo para tamanho sucesso em tão pouco tempo? Para Manuel Barbosa trabalho e dedicação são muito importantes para que a equipa alcance os objectivos que deseja. E claro, um grupo de atletas com vontade de lutar pelos seus objectivos. E para o treinador, as suas atletas aliam a aptidão física à vontade de vencer.
Quanto ao futuro do seu Clube, Manuel Barbosa mostra-se optimista e afirma que o grande objectivo é continuar a vencer. Vencer para deixar orgulhosos todos os adeptos do Clube. Vencer para mostrar que o desporto feminino também traz muitas glórias a Portugal.

Manuel Barbosa: perfil de vencedor

Persistente, confessa que também teve sorte ao longo do seu percurso no mundo do voleibol. Licenciado pelo Instituto Superior da Maia (ISMAI) é apaixonado pelo mundo desportivo mas sente alguma tristeza quando pensa no reconhecimento que é dado ao desporto feminino em Portugal, nomeadamente ao Voleibol. Assim é Manuel Barbosa, treinador do Clube Académico da Trofa (CAT).
“Luto por aquilo que desejo alcançar, sou uma pessoa tranquila, gosto de trabalhar, sou persistente e nunca desisto”. É assim que se define o cidadão Manuel Barbosa. Ligado ao mundo do desporto desde muito novo, o treinador do Clube Académico da Trofa salienta que estas características são “muito importantes em qualquer modalidade desportiva”, não só para os jogadores, mas também para os técnicos e para o Clube. Sem hesitar, Manuel Barbosa afirma que “cada vez mais é muito importante as pessoas não desistirem daquilo em que acreditam”. E o treinador do CAT não desistiu. Ligado ao desporto desde muito cedo, primeiro no futebol de onze, depois no Futsal, tambem já treinou equipas ligadas ao “desporto-rei”. O voleibol surge na sua vida “por uma circunstância de felicidade”. Foi no 4º ano da sua licenciatura no Instituto Superior da Maia (ISMAI) que Manuel Barbosa escolheu a opção de voleibol. Admite que a sua primeira opção era futebol “porque já estava ligado ao meio”. Não conseguiu entrar na primeira opção e acabou colocado na de “Desportos Colectivos”, em Voleibol. “Por sorte”, como o próprio diz entre um e outro sorriso. No ano seguinte, aquando do seu estágio, o Famalicense Atlético Clube (FAC) perguntou à sua orientadora de estágio se não conhecia ninguém ligado ao voleibol e foi aí que surgiu a oportunidade para Manuel Barbosa. “Achei o trabalho aliciante”, diz Manuel Barbosa, pois o clube, na altura, “estava na estaca zero”. A partir daí esteve sempre ligado ao voleibol e não se vê a trocar a modalidade por nenhuma outra.
Enquanto profissional, Manuel Barbosa afirma que para se ser um bom treinador de voleibol, antes de mais, é necessário “estudar a modalidade”. Declara com toda a certeza que “´trabalho é fundamental para alguém que quer ter êxito”, mas que também é preciso ter “um bocadinho de sorte".

18 November 2007

Uma das grandes músicas de amor de sempre.

Porque ainda existem sentimentos genuínos...